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Tradução de João Carlos Barbosa Gonçalves
Deve-se fazer uma extensão para cima do umbigo e para trás da barriga, a partir disso, o grande pássaro há de se elevar incansavelmente. Esse é o bandha uḍḍīyāna, um leão sobre o elefante da morte.
Devido ao prāṇa ser atrelado e subir (uḍḍī) na suṣumnā, este (bandha) é chamado, pelos yogues, de uḍḍīyāna. Por meio dele, o grandioso pássaro vai sem descanso para o alto (uḍḍīna). Por isso, ele é o uḍḍīyāna. Agora explico esse bandha. Com uma tensão para trás na barriga, faz-se o umbigo subir. Este é o uḍḍīyāna, um leão que mata o elefante da morte. Aquele que pratica sempre o uḍḍīyāna, conforme explicado originalmente pelo preceptor, parece jovem, mesmo sendo velho. A tensão acima e abaixo do umbigo deve ser feita com vigor. Se praticado por seis meses, triunfa-se sobre a morte, sem dúvida. Dentre todos os bandha, o melhor é o conhecido como uḍḍīyāna. Quando o bandha uḍḍīyāna torna-se forte, a libertação é espontânea.
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Gheraṇḍa-saṁhitā
3.8
udare paścimaṁ tānaṁ nābher ūrdhvam tu kārayet |
uḍḍīnaṁ kurute yasmād aviśrāntaṁ mahā-khagaḥ |
uḍḍīyānaṁ tvasau bandho mṛtyu-mātaṁga-kesarī ||
Haṭhayogapradīpikā 3.55-60
baddho
yena suṣumṇāyāṃ prāṇas tūḍḍīyate yataḥ |
tasmād uḍḍīyanākhyo'yaṃ yogibhiḥ samudāhṛtaḥ 3.55
uḍḍīnaṃ kurute yasmād aviśrāntaṃ mahā-khagaḥ |
uḍḍīyānaṃ tad eva syāt tava bandho'bhidhīyate || 3.56
udare paścimaṃ tānaṃ nābher ūrdhvaṃ ca kārayet |
uḍḍīyāno hy asau bandho mṛtyu-mātaṅga-kesarī || 3.57
uḍḍīyānaṃ tu sahajaṃ guruṇā kathitaṃ sadā |
abhyaset satataṃ yas tu vṛddho'pi taruṇāyate || 3.58
nābher ūrdhvam adhaś cāpi tānaṃ kuryāt prayatnataḥ |
ṣaṇmāsam abhyasen mṛtyuṃ jayaty eva na saṃśayaḥ 3.59
sarveṣām eva bandhānāṃ uttamo hy uḍḍīyānakaḥ |
uḍḍiyāne dṛḍhe bandhe muktiḥ svābhāvikī bhavet 3.60