![]()
página principal
![]()
material
de aula![]()
traduções: śiva e tantra
![]()
traduções: rāma e kṛṣṇa
![]()
traduções do ṛgveda
![]()
índice das traduções
![]()
a dança de śiva
![]()
gītagovinda
![]()
repertório
de haṭhayoga
![]()
sânscrito - preliminares
![]()
métodos e dicionários
![]()
bibliotecas virtuais
![]()
afinidades eletivas
![]()
agenda de cursos
![]()
artigos on-line
![]()
nosso blog
![]()
quem somos
![]()
sobre o site
![]()
contato
![]()
O
sistema de escrita, a transcrição e a pronúncia do sânscrito são três elementos diferentes a serem observados num primeiro contato com essa língua.
Quando se estuda a língua sânscrita
com intenção de recorrer aos textos originais, é indispensável o aprendizado de sua escrita, que, na grande maioria das publicações, é feita sob o sistema devanágari. Outros sistemas de escrita foram utilizados para o registro da língua sânscrita, sendo os mais antigos de que se têm notícia a escrita Brahmī e a Kharoṣṭī, antepassados da mesma família do devanágari. Existem, porém, manuscritos que se utilizam de muitas outras escrita, tais como marathi, punjab,
oriya, bengali, etc.
A transliteração para os caracteres
latinos é um recurso amplamente utilizado no Ocidente, que possibilita que as pessoas
provenientes de qualquer área de estudo (religião, filosofia, psicologia, matemática, gramática, etc.) leiam os termos sânscritos citados em textos editados nas línguas modernas, mesmo sem terem sido alfabetizadas no devanágari. Dessa forma, com o recurso da transliteração, interessados e especialistas de diversas áreas não precisam ser iniciados na língua sânscrita para lerem assuntos relacionados à cultura registrada nessa língua. Juntamente com a intenção de possibilitar que o maior número possível de estudiosos tenha acesso a textos que façam referência a termos sânscritos, a transliteração é muito utilizada devido ao fato de ser tecnicamente mais simples produzir edições com os caracteres latinos do que com a mistura entre o devanágari e as escritas ocidentais modernas. Entretanto, o aprendizado do devanágari é fundamental para aqueles que pretendem estudar e recorrer a textos originalmente
produzidos na língua sânscrita, uma vez que seus textos estão publicados majoritariamente nesse sistema de escrita.
A pronúncia do sânscrito hoje
em dia varia, em certas particularidades, de região para região da Índia. Somada à manutenção de forte tradição oral, temos à disposição, na modernidade, a descrição do modo de produção dos fonemas do sânscrito, registrada em textos produzidos ao longo da história dessa língua, sendo os mais antigos de cerca de X a.C. Para pronunciar o sânscrito, quando não se pertence a nenhuma linhagem das tradições que o mantêm oralmente, utiliza-se fundamentalmente os critérios registrados nos textos antigos, sendo possível reconstruir de maneira satisfatória a cadeia sonora dessa língua.
A escrita devanágari é uma escrita silábica, em que
cada grafema que representa uma consoante carrega consigo o som da
vogal breve “a”. Por exemplo, o símbolo त é pronunciado como “ta”.
Caso se deseje grafar somente a consoante “t”, então é necessário
o uso de um símbolo chamado virāma , que é um traço inclinado abaixo
da consoante: सत्( (sat).
Para cada vogal, existem dois modos de grafar. Um deles, quando a
vogal inicia palavra (cf. quadro “as vogais do sânscrito”). Por exemplo,
आसन (āsana, “postura”, onde आ = ā), ऋत (ṛta, “ordem cósmica”,
onde ऋ = ṛ). O outro modo ocorre quando a vogal está presente no
meio de uma palavra. Para as vogais mediais, o sistema da escrita
devanágari aplicará junto da consoante (à esquerda, à direita, acima
ou abaixo) o símbolo relativo à vogal que se deseja representar.
Por exemplo, योग (yoga, onde यो [ य + ो ]= yo); गीत (gīta,
onde गी [ग + ी] = गी).
Uma vez que cada símbolo de consoante contém em sua representação
a vogal “a”, a escrita devanágari representará os grupos consonantais
de maneira especial, fundindo os símbolos das duas consoantes que
serão pronunciadas conjuntamente. Por exemplo, na palavra ätman,
o encontro “tm” é grafado como त्म, que consiste na fusão do símbolo
त (ta) com o símbolo म (ma). Assim fica a palavra ātman: आत्मन्
. Outros exemplos são:
"nta",
em vedānta: वेदान्त , onde न्त = न् + त
"śva", em īśvara: ईश्वर, onde
श्व = श् + व
"ntha", em mantha: मन्थ, onde न्थ =
न् + थ