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Asato mā (para exercitar a leitura)

Asato mā (para exercitar a leitura)

Eis aqui um vídeo com o mantra “asato mā”, como material de estudo para os alunos que estão se alfabetizando na escrita devanágari: Dicas de leitura para os iniciantes: O mantra completo é escrito dessa forma (considerando que seu micro esteja bem configurado, você está lendo corretamente. Se houver dúvida, visite a seção de ajustes do site O Som e a Escritura) असतो मा सद्गमय | तमसो मा ज्योतिर्गमय | मृत्योर्मामृतं गमय || sílaba por sílaba: अ(a) स(sa) तो(to) मा(mā) स(sa) द्ग(dga) … Ler artigo completo »

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Śivamānasapūjā – para exercitar a leitura

Śivamānasapūjā – para exercitar a leitura

Essa é uma recitação de um pūjā (ato de reverência) a ser feito mentalmente (mānasa), por isso, o nome śiva-mānasa-pūjā. Trata-se da construção de um espaço ritual interno onde ocorre o encontro e a identificação entre o ser divino, que é recebido, e o devoto, que é agraciado. No shivaísmo, é constante e necessária a percepção de que devoto e deus não são diferentes. O ofertante, a oferenda, o ato da oferta são o próprio ser divino. Diz-se que ‘”śivo bhūtvā śivaṃ yajeta”, “deve-se adorar Śiva, tornando-se Śiva”. Eis … Ler artigo completo »

O mundo é o mestre

O mundo é o mestre

“O mestre do sábio é o próprio mundo, em todas as suas atividades. Deve-se, então, imitá-lo, sendo um bom intérprete do sentido dos eventos mundanos.” - do tratado de āyurveda Aṣṭāṅga-hṛdaya (1.2.45), atribuído a Vāgbhaṭa, quando se aconselha o médico com relação à conduta diária (dina-caryā). आचार्यः सर्वचेष्टासु लोक एव हि धीमतः| अनुकुर्यात्तमेवातो लौकिकेऽर्थे परीक्षकः ||२.४५|| ācāryaḥ sarvaceṣṭāsu loka eva hi dhīmataḥ | anukuryāt tam evāto laukike ‘rthe parīkṣakaḥ ||2.45|| … Ler artigo completo »

“Quinze versos de despertar” – Bodhapañcadaśikā (10-15)

“Quinze versos de despertar” – Bodhapañcadaśikā (10-15)

Aqui estão os versos que encerram os “Quinze versos de Despertar”. Faz-se perceber que, existindo muitas criações,  muitos mundos, o apego à  dimensão restrita resulta no apequenamento da consciência. A cognição e também o prazer e a dor são inerentes ao estado de consciência restritivo.  Por oposição, a consciência pode ser proporcional à magnitude do universo, que se mostra múltiplo e fragmentário devido ao próprio intento de Śiva. Quem se apega apenas à dimensão restrita sofre as dores do medo – pois seu vir-a-ser estará limitado à visão projetdada pelo … Ler artigo completo »

Verbos: gerundivo (Bhagavadgītā, 2.24-25)

Verbos: gerundivo (Bhagavadgītā, 2.24-25)

Eis aqui um par de ślokas que descreve o ātman, extraído da Bhagavadgītā. São versos estilisticamente muito interessantes, há quatro verbos conjugados no tempo presente (chindanti, dahati, kledayanti, śoṣayati) que são retomados como formas adjetivas (a-cchedya, a-dāhya, a-kledya, a-śoṣya), acrescidos do prefixo a-, que implica negação. Temos assim os pares, rompem/*irrompível”, queima/*inqueimável, etc. Essas formas verbais adjetivas são chamadas de “gerundivo”. O gerundivo concorda com algum substantivo ou pronome e tem em geral sentido passivo, “deve ser feito”, “pode ser feito”. नैनं छिन्दन्ति शस्त्राणि नैनं दहति पावकः | न चैनं क्लेदयन्त्यापो न शोषयति मारुतः … Ler artigo completo »

A concepção tântrica da prática de Yoganidrā

A concepção tântrica da prática de Yoganidrā

Uma das orientações de meditação que o tratado conhecido como Vijñānabhairava-tantra sugere tem o mesmo fundamento que a prática que conhecemos contemporaneamente como Yoganidrā. Sugere-se que nos mantenhamos no estado intermediário entre a vigília e o sono: अनागतायां निद्रायां प्रणष्टे बाह्यगोचरे | सावस्था मनसा गम्या परा देवी प्रकाशते ||७५|| “Quando o sono ainda não veio completamente e os objetos externos já se dissolveram, com a consciência deve-se adentrar tal estado, onde a suprema Deusa resplandece.” (Vijñānabhairava, 75 – cerca de VII d.C.) Em tempo: no próximo sábado (12.06.2010) darei um curso de Yoganidrā, … Ler artigo completo »

Śiva e Śakti

Śiva e Śakti

As duas faces da Realidade, Śiva e Śakti, são indissolúveis. São os princípios essenciais de todo o universo e a síntese última de nossa capacidade de perceber e experimentar o mundo. Separa-se um do outro apenas com intenção didática. Bhairava (um nome de Śiva, que se refere ao seu estado de consciência universal) assim explica para sua amada, no tratado tântrico conhecido como Vijñānabhairava: न वह्नेर्दाहिका शक्तिः व्यतिरिक्ता विभाव्यते | केवलं ज्ञानसत्तायां प्रारम्भोऽयं प्रवेशने ||१९|| na vahner dāhikā śaktiḥ vyatiriktā vibhāvyate | kevalaṃ jñāna-sattāyāṃ prārambho’yaṃ praveśane ||19|| A combustão, śakti do fogo, não é compreendida … Ler artigo completo »

“Quinze versos de despertar” – Bodhapañcadaśikā (4-9)

“Quinze versos de despertar” – Bodhapañcadaśikā (4-9)

clique aqui para ler a primeira parte. Nesses versos, Abhinavagupta fala-nos sobre a origem do universo. Aqui não existe a distinção convencional entre causa e efeito, a consciência divina gera e ao mesmo tempo é o universo. A metáfora do espelho é uma boa forma de entender esse fato: o mundo é reflexo do divino Bhairava. E sobre que superfície se dá o reflexo? Sobre o próprio Bhairava, por meio de sua potência, ou śakti.  Assim todos os princípios relacionados ao que chamamos de criação e dissolução são ações simultâneas e … Ler artigo completo »

“Quinze versos de despertar” – Bodhapañcadaśikā (1-3)

“Quinze versos de despertar” – Bodhapañcadaśikā (1-3)

Traduzo aqui os três primeiros versos da obra atribuída a Abhinavagupta, dedicada a instruir com precisão e objetividade os discípulos iniciantes. O texto completo consiste de 15 versos – daí seu nome bodha-pañcadaśikā, “Quinze versos de despertar”. É uma síntese  iniciática do sistema filosófico do śivaiśmo monista da Caxemira, pelo qual se expõe a unidade pertinente à dualidade de śiva-śakti, que permeia toda a existência. Integram-se também os conceitos de prisão (bandha) e libertação (mokṣa) como aspectos externos à realidade mais sublime. Na realidade mais sublime, ou elevada, nomeada como … Ler artigo completo »

Um poema para Śiva, composto por Lal Ded

Um poema para Śiva, composto por Lal Ded

Eis aqui um poema de Lal Ded, a santa poeta da Caxemira, um jóia rara de sabedoria metafísica, conhecida e vivida no coração. Tu és o mundo celeste, tu és a terra, tu és a noite e o dia, tu pairas no ar, tu és o arroz, a flor e a água do ritual, és tu em tudo: o que há para te ofertar? Traduzi a partir da tradução inglesa de R.C. Temple, mas consultando o original Caxemire, transcrito por Braj. B. Kachru. Para saber mais sobre a poeta, ler “Lal Ded – santa, yoguini, … Ler artigo completo »